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Metodologia

De onde vêm os números, como são calculados e o que eles não dizem.

Fonte

Os indicadores de FIDC vêm do Informe Mensal de FIDC, publicado pela CVM no Portal de Dados Abertos. Todo FIDC registrado envia esse informe mensalmente. Buscamos os arquivos todos os dias de manhã e reprocessamos os últimos seis meses, porque a CVM republica meses anteriores quando um fundo reenvia o informe.

Meses considerados

O mês mais recente fica incompleto até o fim do prazo de envio. Por isso só mostramos um mês quando ele tem pelo menos 90% do número de fundos do mês anterior.

Cálculos

  • Patrimônio líquido total: soma do PL de todos os FIDCs e FICs de FIDC com PL positivo. Como os FICs compram cotas de outros FIDCs, parte do valor é contada duas vezes.
  • Inadimplência: créditos vencidos e não pagos ÷ direitos creditórios (com e sem aquisição substancial de riscos), somando todos os fundos. Na prática, é uma média ponderada pelo tamanho da carteira.
  • Provisão: provisão para redução no valor de recuperação ÷ direitos creditórios, do mesmo jeito.
  • Carteira por lastro e rating SCR: soma dos valores informados por todos os fundos em cada categoria.
  • Taxas e concentração: mediana entre os fundos que informam o campo, para que fundos muito grandes não dominem o número.

Filtros de qualidade

A fonte tem erros de preenchimento. No banco guardamos os dados exatamente como vieram; nos indicadores aplicamos estes filtros:

  • Taxas de compra: só entre 0 e 300% ao ano.
  • Concentração por cedente: só percentuais entre 0 e 100.
  • Atraso por faixa: descartamos o fundo cuja tabela de prazos soma mais de 1,5 vez os seus direitos creditórios.

Limitações

  • A inadimplência por faixa de atraso usa um conceito diferente da inadimplência "vencidos e não pagos", por isso os números não batem entre si.
  • Os números refletem o que os administradores declararam à CVM. Não fazemos auditoria dos dados.
  • Os indicadores descrevem a indústria como um todo e não são avaliação de nenhum fundo específico.

Página de cada fundo

  • Camadas de cotas: identificadas pelo nome da classe/série informada à CVM ("mezanino", "sênior", "subordinada" ou "júnior"). O que não se encaixa aparece como "Outra".
  • PL por subclasse: quantidade de cotas × valor da cota. Subordinação da sênior: PL das demais camadas ÷ PL de todas as cotas.
  • Rentabilidade: a rentabilidade mensal informada pelo administrador, composta mês a mês. Valores fora de −50% a +50% são tratados como erro e ficam de fora. % CDI = rentabilidade da cota ÷ CDI acumulado no mesmo período (série 4391 do Banco Central).
  • Carteira bruta: créditos a vencer + vencidos das tabelas de prazo, antes da PDD. Over N: vencidos há mais de N dias ÷ carteira bruta.
  • Rolagem: saldo de uma faixa de atraso ÷ saldo da faixa anterior no mês anterior. "Em dia → 1-30" usa como base os créditos que venciam nos 30 dias seguintes. É uma aproximação, porque compras, recompras, pagamentos e baixas também mudam os saldos.
  • Rolagem acumulada por safra: safra = mês em que os créditos aparecem vencidos até 30 dias. Cada ponto é o saldo da faixa seguinte, nos meses seguintes, ÷ os créditos que venciam nos 30 dias seguintes no mês anterior à safra. É o produto das rolagens mês a mês ao longo da safra.
  • Cobertura da PDD: provisão ÷ créditos vencidos e não pagos, e provisão ÷ vencidos há mais de 90 dias.
  • Comparação com fundos do mesmo tipo de carteira: o grupo padrão são os fundos com o mesmo lastro principal (o segmento com maior valor na carteira no último mês); também dá para comparar com a indústria inteira. Cada indicador é consolidado na janela escolhida (3, 6, 12 ou 24 meses; padrão 12): para cada fundo, soma dos numeradores ÷ soma dos denominadores nos meses da janela. O valor do grupo é ponderado da mesma forma, somando todos os fundos. No gráfico de pontos, cada ponto é um fundo; a linha laranja é o grupo ponderado e a tracejada é a mediana. Valores extremos ficam presos na borda (ponto vazado). A rentabilidade por camada é a média das subclasses ponderada pelo PL, composta mês a mês e mostrada em % do CDI; só entram fundos com todos os meses da janela. A posição ("melhor que X% do grupo") só aparece com 5 fundos ou mais. A comparação é descritiva e não é recomendação de investimento.
  • Curva de sobrevivência na comparação: para cada faixa k (1-30, 31-60 … 151-180 dias), soma o saldo inadimplente na faixa k em cada mês da janela e divide pela soma do que vencia em até 30 dias k meses antes (a safra de origem). O grupo soma todos os fundos; a faixa cinza vai do 1º ao 3º quartil dos fundos. A rolagem "em dia → 1-30" é o primeiro ponto dessa curva, por isso não aparece separada nos gráficos de pontos.
  • Cortes por tipo de carteira (página da indústria): os mesmos indicadores somados por lastro principal, na janela escolhida. Número de fundos e PL são do último mês. Dá para escolher até 8 tipos de carteira; começa pelos 4 maiores em PL. No lugar da rolagem "em dia → 1-30", a página mostra a curva de sobrevivência de cada tipo de carteira, calculada como na comparação do fundo e somando todos os fundos do tipo (lastro principal no último mês).
  • Atrasos e taxas na comparação: atrasos acima de 30, 90 e 180 dias = saldo inadimplente nessas faixas ÷ carteira bruta, somados na janela. Taxas de desconto e de juros = taxa média informada na compra de direitos creditórios (Tabela IX), ponderada pelos direitos creditórios com e sem aquisição substancial de riscos; taxas acima de 300% a.a. são tratadas como erro de preenchimento. As taxas não têm "melhor" ou "pior".
  • Filtro por tamanho (quartis de PL): os fundos são ordenados pelo PL do último mês informado e divididos em quatro grupos com o mesmo número de fundos, considerando a indústria inteira (1º quartil = 25% maiores). O filtro vale para a comparação do fundo e para os cortes por tipo de carteira; na comparação, o próprio fundo sempre aparece. Com o filtro, o tipo de carteira de cada fundo é o do último mês.
  • Métricas de dinâmica e risco da carteira (comparações): todas somam numeradores e denominadores nos meses da janela e nos fundos do grupo.
    • Recompra e substituição = valor recomprado e substituído no mês (Tabela VII.c e VII.d) ÷ direitos creditórios. Inadimplência + recompra soma esse valor aos vencidos, para mostrar a inadimplência que a recompra pelo cedente pode esconder.
    • Giro = aquisições do mês (VII.a.1 e VII.a.2) ÷ direitos creditórios.
    • Taxa de pagamento (aproximada) = (DC do mês anterior + aquisições − alienações − DC atual) ÷ DC do mês anterior. Meses fora de −50% a 200% são descartados como erro de preenchimento.
    • Prazo médio a vencer e da carteira vencida = média dos dias (ponto médio de cada faixa das Tabelas V e VI: 15, 45, 75 … 900; acima de 1.080 dias conta como 1.260) ponderada pelo saldo, em dias.
    • Maior cedente = participação do maior cedente (I.2.a.12), ponderada pelos direitos creditórios com e sem aquisição de riscos.
    • Perda esperada pelo SCR = carteira por rating do devedor × percentuais mínimos de provisão da Resolução CMN 2.682 (AA 0%, A 0,5%, B 1%, C 3%, D 10%, E 30%, F 50%, G 70%, H 100%) ÷ carteira com rating. PDD ÷ perda esperada compara a provisão do fundo com essa referência bancária.
    • Liquidez em 30 dias = ativos que podem ser liquidados em até 30 dias (X.5) ÷ PL. Com garantia = % dos direitos creditórios com garantia (X.7).
    Recompra, giro, taxa de pagamento, prazo a vencer e taxas não têm "melhor" ou "pior" e ficam sem posição.
  • Cores das tabelas (heatmap): cada coluna é colorida em relação à mediana da própria coluna: verde-azulado é melhor, laranja é pior, e a intensidade cresce com a distância. Em colunas de tamanho (PL, número de fundos, cotistas), mais escuro é maior. A cor é só uma ajuda de leitura.

Dados abertos

Todos os indicadores podem ser baixados em CSV (separador ponto e vírgula, abre direto no Excel) ou consultados em JSON:

Documentação da API: /api/docs.